Por que trabalhar menos horas aumenta seu desempenho?

 Em Marketing

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Olhando o título do post, muitas pessoas devem estar pensando: “nossa, mas como assim trabalhando menos eu vou melhorar meu desempenho?”! Seguindo a lógica (que não é tão lógica assim), mais tempo de serviço, mais resultados. Porém muitos se esquecem que nós não somos máquinas e não é assim que nossa mente e organismo funcionam. Esses dias, eu li uma notícia sobre uma lei aprovada pelo governo francês que vem muito a calhar com post de hoje!

Na França, trabalhadores tem direito a desconexão do trabalho após expediente

 

No início do mês de maio, o governo francês aprovou a Lei El Khomri, referente a direitos trabalhistas. Muitos protestos foram feitos devido a lei conter pontos que geraram discussão, já que facilitam a demissão de empregados. Porém o ponto positivo da lei é que o funcionário tem direito a se “desconectar” do seu trabalho no período após as 18:00 até as 09:00, não sendo obrigados a responder mensagens e e-mails após seu expediente. A ideia é que os trabalhadores não se sintam sobrecarregados e não tenham que lidar com trabalho fora do horário de expediente.

 

Grupos de trabalhadores

Uma pesquisa feita pela Universidade de Boston aponta que profissionais que fingem fazer seu trabalho são tão bem avaliados quanto os que realmente trabalham 80 horas ou mais por semana.

Nesse estudo, foram entrevistados mais de 100 empregados, ao qual os condutores da pesquisa tiveram acesso a suas avaliações de desempenho. Os trabalhadores foram classificados três grupos:

 

Workaholics: o trabalhador “padrão”. Jornada de longas horas de trabalho, o workaholic dedica a maior parte do seu tempo a sua profissão. Nesse grupo estão os mais bem avaliados e que normalmente são promovidos.

 

Resistentes: esses são os profissionais que buscam mudanças no ambiente de trabalho, querem horários mais flexíveis e a oportunidade de trabalhar em casa, evitando perder tempo com deslocamento e trânsito. Essa categoria se encaixa bem sobre o que falamos sobre a nova geração, os millennials. Segundo a pesquisa, esse grupo normalmente recebe as piores avaliações, mesmo não havendo provas que seu trabalho é inferior ao primeiro grupo.

 

Fingidores: esses são os trabalhadores que fazem uma jornada de trabalho mais leve, porém sem “dar na cara”. Atitudes como sair mais cedo de reuniões, mas por continuar ativo no e-mail do trabalho, acabam passando uma boa impressão. Os profissionais dessa categoria são tão bem avaliados quanto os workaholics!

 

 

Produtividade e menos horas de trabalho

Tendo esses dados em mãos e levando em pauta a notícia do governo francês que citei no início do post, que conclusão tiramos? Antes era comum os funcionários trabalharem por doze horas ou mais, que depois foram reduzidas para dez horas e por último oito horas diárias. E ao contrário do que os empregadores esperavam, a produtividade aumentou muito com a redução da jornada de trabalho, assim como houve queda no número de faltas e custos por falhas de funcionários. Então por que funcionários que fazem seu trabalho corretamente mas ainda lutam por uma melhor qualidade de vida são tão mal vistos?

 

Há vários estudos que comprovam que o excesso e sobrecarga de trabalho prejudicam fisicamente e emocionalmente o empregado, podendo desenvolver estresse, qualidade baixa de sono, depressão, consumo excessivo de álcool, diabete entre outras. E obviamente, isso irá influenciar em seu desempenho no trabalho. Em grande resumo, muitas vezes trabalhar muitas horas por dia nem sempre é sinônimo de produtividade. A sobrecarga de trabalho muitas vezes gera estresse e é aí que seu desempenho realmente vai por água abaixo.

 

Por hoje é isso.
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Abraços e até a próxima. :)

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