Zika Vírus e o turismo – A epidemia pode afetar o setor?

 Em Agência de Viagens

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Além da crise financeira que afeta o Brasil, a epidemia conhecida como Zika Vírus tem começado a preocupar quem trabalha no setor de turismo. A doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti (o mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya) teve seus primeiros casos notificados no país em 2015, nas regiões da Bahia e do Rio Grande do Norte. Desde então, mais casos tem aparecido e a preocupação com a queda do turismo na região tem preocupado agentes de viagens e companhias aéreas.

 

O Zika Vírus e o turismo

Alguns cancelamentos de viagens com destino para o Brasil e países vizinhos tem ocorrido frequentemente nas ultimas três semanas, solicitados principalmente por grávidas e seus acompanhantes. As companhias tem notado que os cancelamentos começaram a ocorrer com mais frequência devido aos casos de microcefalia provocados pelo vírus, que foram notificados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Ainda assim, o número é pequeno, menos que 1% dos pacotes vendidos, ainda não causando um impacto significante, e a organização afirma que é necessário ter cuidado, mas que não é preciso adiar viagens para os países que apresentaram casos com a doença. Entretanto, turistas afirmam que a mídia local aconselha aos viajantes evitarem destinos afetados pelo Zika Vírus, principalmente mulheres gestantes.

 

Algumas companhias aéreas estão isentando passageiras grávidas da taxa de remarcação de passagens com destino a países que estão sendo afetados pela epidemia, como a Gol e a La-tam. A Gol, como meio preventivo, além de adotar o cancelamento e reagendamento de passagens, começou a usar a seguinte mensagem em seus voos: “Senhoras e senhores, informamos que as autoridades de saúde estão em constante ação de combate ao mosquito que transmite zika, dengue e chikungunya. Como medida de prevenção, recomenda-se o uso de roupas leves que protejam a maior parte do corpo, inclusive em período noturno, especialmente para as grávidas.”.

 

Em meio a tudo isso, a maior preocupação é com o futuro. O Nordeste do Brasil é a região do país que mais atrai turistas e tem sido a localidade que apresentou mais casos e suspeitas de Zika Vírus. Até o momento, não houve diferença significante em quedas de vendas de pacotes turísticos, mas a preocupação com a propagação da doença e consequentemente com o mercado de turismo no Nordeste ainda é uma realidade.

 

O que fazer?

O Zika Vírus não possui tratamento específico, apenas para seus sintomas. A recomendação até o momento ainda é acabar com os focos de reprodução do mosquito. Evitar o acúmulo de água, colocar areia nos pratos de vasos de plantas, limpeza de calhas, usar telas em janelas ainda são as orientações. Além disso, o uso de repelentes também pode ajudar a afastar o mosquito. Uma boa opção também é o aplicativo “Xô Aedes”, gratuito, disponível para as plataformas Android e IOS. Esse aplicativo tem como foco apontar através de fotos possíveis focos de procriação do mosquito Aedes Aegypti e pode ser usado em todo o Brasil. Por meio das denuncias, as fotos são analisadas e agentes são acionados ao local em até uma semana. Não se esqueça de passar essas informações a todos os clientes e funcionários da agência por meios de fácil acesso, como flyers em locais em evidência e também nas redes sociais!

Por hoje é isso!

Abraços e até a próxima.

Fontes: Jornal Panrotas

http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2016/02/economia/481158-zika-ja-afeta-setor-turistico-no-brasil.html

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